terça-feira, 7 de dezembro de 2010
sábado, 10 de julho de 2010
A dentista que desafia o autismo
São pessoas assim que mostram a riqueza que existe na humanidade.
Pena que estas notícias dão menos ibope do que outras macabras, como o "caso Bruno".
Parabéns à Revista Época pela bela reportagem!
Parabéns à Adriana, pelo alcance do seu amor...!
Foi para além do consultório, de seus pacientes e das famílias de quem ela cuida.
Chegou na minha casa, na vida de outros que podem ler esta reportagem, nas rodas de amigos que comentarem sua história... enfim, seu amor pode tocar cada coração por onde sua história chegar. E, assim você vai construindo um mundo melhor!

POR: CRISTIANE SEGATTO, Revista Época
Num consultório modesto no bairro do Tucuruvi, na Zona Norte de São Paulo, a dentista Adriana Gledys Zink atende pacientes especiais. Muito especiais. Ela se dedica aos autistas. Não apenas aos autistas mais colaborativos – aqueles que falam, estudam e podem até chegar ao mestrado. Adriana também socorre, de uma forma inusitada, os chamados autistas de baixo funcionamento. Aqueles que não falam, usam fralda e, quase sempre, são violentos.
Entre seus pacientes, há a mulher de 35 anos que arrancou um pedaço da bochecha da fonoaudióloga com uma mordida. Há também o menino que mastigou a falange do dedo da irmã. E ainda o pré-adolescente que arrebentou os dentes frontais da mãe. Como, então, Adriana consegue conduzi-los até a cadeira, fazer com que abram a boca e aceitem receber uma limpeza, uma restauração ou até mesmo a extração de um dente comprometido?
“Adriana é nossa encantadora de autistas”, diz Waldemar Martins Ferreira Neto, um dos sócios da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD). “Ela tem um dom especial. Às vezes ninguém consegue controlar uma criança, mas ela se acalma quando Adriana faz contato.” Não há mágica nessa história. Há um inspirador exemplo de dedicação. Em 2003, Adriana decidiu fazer especialização em pacientes especiais na APCD porque se comoveu com a situação das famílias. “Mesmo quem pode pagar não encontra dentistas dispostos a cuidar de autistas”, diz.
Quando precisa de atendimento odontológico (mesmo que seja uma simples limpeza), a maioria dos pacientes é internada num hospital para receber anestesia geral. Adriana decidiu tentar fazer diferente. Passou a frequentar reuniões de famílias de autistas, estudou os métodos de aprendizagem disponíveis e conseguiu adaptar algumas técnicas para a odontologia. Sua principal inspiração foi o método Son-Rise, criado nos Estados Unidos nos anos 70 pelos pais de um autista. A história dessa família foi retratada no filme Meu filho, meu mundo. O método incentiva os pais e os terapeutas a observar as preferências dos autistas e usá-las como recursos de aprendizagem. Outro método usado pelas famílias é o Sistema de Comunicação por Troca de Figuras (Pecs, na sigla em inglês). Por meio de figuras, a criança aprende a comunicar suas necessidades e a entender que uma atividade acabou e outra vai começar.
Adriana criou Pecs específicos para a odontologia. É assim que ela apresenta a máscara, a cadeira, o chuveirinho etc. Às vezes, precisa de quatro sessões só para conseguir convencer o paciente a sentar-se na cadeira. Quando isso não é possível e o procedimento necessário é simples, ela atende a criança no chão. Adriana quer que o método receba respaldo científico. Encaminhou um projeto de pesquisa à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e aguarda o resultado. Depois de comprovar a eficácia de sua abordagem, Adriana pretende ensiná-la a outros dentistas.
“Mesmo quem pode pagar não encontra
dentistas dispostos a cuidar de autistas”, diz Adriana.
Todas as quartas-feiras, ela cuida gratuitamente de autistas, deficientes mentais (e de qualquer outro paciente que aparecer) no projeto social da escola de samba Unidos de Vila Maria. Até os 14 anos, Matias Cabral de Lira Junior (o Juca) nunca tinha ido ao dentista. Ele é deficiente mental e apresenta sinais de autismo. Embora não seja agressivo, Juca não fala e não engole a saliva. Também faz movimentos contínuos comuns entre os autistas, como sentar-se numa cadeira e balançar o tronco para baixo e para cima, sem parar. Há dois anos, Adriana conheceu Juca no consultório da escola de samba. Ele mora com a mãe num apartamento do Cingapura (conjunto habitacional popular que substituiu algumas favelas na capital paulista). Nunca estudou. “Tentei de tudo, mas nunca consegui matriculá-lo numa escola”, diz a dona de casa Marly Zulmira da Conceição, de 44 anos. A primeira providência de Adriana foi fazer uma longa entrevista com a mãe. Precisava conhecer todos os gostos de Juca. O que lhe agrada e o que o incomoda. Para que o trabalho dê certo, Adriana precisa de detalhes. Detalhes colhidos sem pressa.“Essas informações me ajudam a encontrar uma forma de entrar no mundo do paciente.”
No primeiro encontro, Juca não olhava nos olhos de Adriana. Tremia quando ela encostava nele. Para tentar estabelecer algum contato visual com o garoto, Adriana experimentou vários brinquedos. Bolinhas de sabão, desenhos, bichos de pelúcia. A única coisa que despertava o interesse de Juca era um carrinho emborrachado. Aos poucos, Adriana foi empurrando o carrinho para dentro do consultório. Juca o seguiu. Com fita-crepe, Adriana prendeu o brinquedo no refletor instalado acima da cadeira de dentista. Juca sentou-se na ponta da cadeira e levantou a cabeça para espiar o carrinho. Adriana acomodou uma das pernas dele sobre a cadeira e afastou-se um pouco para ver como reagia. Como ele ficou bem, a dentista acomodou a outra perna.
Depois de dois anos de acompanhamento, Juca está acostumado a Adriana e seus apetrechos. Na última sessão, quem saiu da caixa de brinquedos foi um Chico Bento de borracha. Ela movimentava o personagem encaixado sobre o dedo indicador direito enquanto, com outros dois, tentava relaxar o queixo de Juca.
– Abra a boca para o Chico olhar – Adriana pedia.
– Ahhhhhh – ele respondia.
Juca parecia seguro. Apesar de todas as limitações, a comunicação entre eles fluía. Adriana conseguiu de novo.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Educar
terça-feira, 1 de junho de 2010
Histórias que a gente tem vontade de contar...
Quem me conhece sabe que eu falo muito sobre a importância do diagnóstico precoce de uma doença chamada "Fibrose Cística" (ou Mucoviscidose).domingo, 4 de abril de 2010
Feliz Páscoa
Com tantas notícias no jornal: corrupção, sujeiras de campanhas políticas, o triste percentual do PIB Brasileiro investido em educação e saúde, atentados, terremotos, pedofilia... cabe-nos reacender a criança que existe em nós.
Nela há felicidade, amor, fraternidade e esperança: ingredientes fundamentais para a harmonia de viver.
E para lembrar, deixo este vídeo...
Será que somos capazes de nos emocionar fazendo uma viagem no tempo, lembrando o que sentíamos quando escutávamos musiquinhas como esta?
domingo, 7 de março de 2010
Os smartphones e o convívio social

Mas também adoro a convivência humana... e acho que não existe nada melhor!
Sair com o marido (ou namorado), estar entre amigos, conviver com colegas de trabalhos em momentos de pausa, falar com alguém do lado que nem conhecemos... são coisas que geralmente nos trazem sensações boas e inesquecíveis, e que nos impulsionam no dia-a-dia.
Mas acho detestável quando, em qualquer destas situações, as pessoas não sabem deixar uma ligação de celular para logo mais ou ficam clicando o tempo todo, como se não estivéssemos ali.
Tenho smartphone, mas confesso que um celular para mim poderia, perfeitamente, apenas falar e receber ligações a cada vez que preciso. E isto, talvez, seja o ponto mais fraco dos celulares de hoje: tiram fotos, armazenam dados, mandam emails mas, quando queremos falar, as vezes estão com o sistema fora do ar ou fora de área de cobertura. Ou, então, cortam nossa conversa de repente, interrompendo a ligação.
No Folha de São Paulo de hoje, além do texto da Danuza Leão tem uma reportagem interessante sobre a visão de jovens, enfatizando o quanto o mal uso dos smartphones pode atrapalhar a interação entre os amigos, quando estão juntos presencialmente.
Galera! Fique ligada! Estes tempos de estar com amigos, falar "abobrinhas", paquerar, voltar a ser criança... são ímpares.
Não deixem de aproveitar a vida! Para tudo tem hora e lugar.
Não queiram, no futuro, escrever este epitáfio...
Boa semana a todos.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
É Carnaval! E a União da Ilha está de volta!
Acho este um dos feriados mais agradáveis do ano por isso: é alegre e democrático.
Gosto de não viajar nesta época, mas de curtir do jeito que achar conveniente a cada nascer do sol, participando ou não das festas.
Mas gosto deste clima de felicidade. E neste ano tenho um motivo especial: minha escola do coração voltou ao grupo especial. Tenho respeito por todas, mas confesso que, sem ela, o desfile do RJ não tinha a mesma graça para mim.
E deixo aqui minha homenagem à União da Ilha do Governador: a escola-simpatia que vinha há anos fazendo falta neste grupo!
Neste vídeo do samba oficial fiquei super emocionada com a batida do final... e imaginei como será lá na avenida, ao vivo e à cores. Loucura!
Bom carnaval a todos.
E tomara que a União tenha vindo pra ficar!
PS - Para divertir, o iPod aqui do lado está com marchinhas de carnaval nestes dias.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Reflexões de uma professora em início de semestre
A maioria de nós, docentes, a esta altura, está montando cursos, pensando em como estimular o interesse dos estudantes, incentivar a busca ativa e a construção colaborativa de conhecimento.
Sempre digo que não ensinamos conteúdo nenhum... O aluno aprende principalmente quando quer, quando se apaixona, mas também quando precisa daquele conhecimento (por exemplo, em ano de concurso, como a seleção para a residência médica). No entanto, este aprendizado pode ser favorecido quando estabelecemos uma boa relação uns com os outros.
Então, nosso maior desafio é seduzir os alunos. Fazer com que tudo aquilo "ensinado" faça sentido pra ele, tenha importância e, principalmente, que ele goste.
Também falo muito que não há muitas maneiras apenas de "preparar Neston", mas também de fazer medicina. Ao contrário do que muitos pensam e do que muitos falam, acho que o curso de medicina não precisa ser sofrido. Pode ser uma descoberta e uma paixão que cresce a cada dia...
Isto que eu gostaria de promover no grupo de futuros médicos, ou de jovens médicos, com quem tenho o prazer de conviver. Pensemos sempre que somos transitoriamente professores e alunos (outra fala que sempre repito). Estamos participando de um processo de educação de adultos, que com respeito e seriedade, podem compor, no futuro, uma equipe de bons profissinais, com quem poderemos trabalhar... Médicos que podem cuidar de um familiar nosso. E será um orgulho dizer um dia ¨foi meu aluno¨. Como o orgulho de mãe quando vê o sucesso do filho.
A Nova Escola, revista voltada para o ensino fundamental e médio, tem uma reportagem recente e seu site de como a postura do professor influencia a turma. E comenta-se sobre algumas atitudes abomináveis. Interessante matéria, que vale também para quem lida com ensino superior.
A todos desejo um bom ano letivo, com a criação de lindos espaços de convivência.
E acabei de lembrar de um livro que adorei quando li. Prá variar, é de Rubem Alves: "Por uma educação romântica". Recomendo!
São palavras de início de semestre, de uma professora eternamente apaixonada pelo que faz. Bom retorno às aulas para todos!
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Vamos celebrar!
A gente precisa parar para respirar, para brincar, para sorrir...
Solte a criança que vive em você, cuide das plantas, abrace um amigo, coma um doce gostoso, dê gargalhadas de chorar de rir... VIVA!
A vida é efêmera. Precisamos desfrutar mais os prazeres de dividir o planeta com as pessoas que gostamos.
Vamos celebrar!
Bom fim-de-semana
sábado, 2 de janeiro de 2010
Mensagem de Ano Novo
Nesta época de fim-de-ano, tenho ficado meio reflexiva nos últimos anos... e até me sinto estranha, meio "down".
Mas isto não é nenhum pessimismo. É apenas momento de reflexão.
Acho que o valor que a maioria das pessoas dá a estes dias está equivocado: muito ligado ao material, focado em presentes, viagens e etc... E como não me identifico com este perfil e detesto andar por lojas no fim-de-ano, me sinto meio "peixe-fora-d'agua".
Mas adoro dar presentes! Destes assim, que têm a cara de alguém que a gente gosta e que, naquele determinado dia, a gente vê e tem vontade de comprar. Não consigo nem esperar uma data convencional para entregá-lo. Por exemplo, se é Natal, entrego antes mesmo; se é aniversário, idem...
E o Ano Novo?! É sempre momento de promessas... "Vou emagrecer, malhar mais, me divertir mais, ver mais os meus amigos, trabalhar um pouco menos (apesar de tantas coisas novas que penso também em fazer no campo profissional)." Não é assim?!
Mas está aí ... Ainda bem que existe Ano Novo: momento de reflexão e renovação.
Sinto MUITO por toda esta tragédia e rezo para que estas pessoas que perderam entes queridos nos últimos dias tenham força para sobreviver e enfrentar esta dureza toda.
E para nós, que estamos por aqui, deixo este poema de Carlos Drummond de Andrade, para auxiliar em nossas reflexões. E que seu monumento consiga permanecer com os óculos neste novo ano!
Feliz 2010!!!!

RECEITA DE ANO NOVO
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?)
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem e
seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
FONTE: Jornal de Poesia, Carlos Drummond de Andrade
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
sábado, 28 de novembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Carpe diem
Trecho do filme Sociedade dos Poetas Mortos.
Quem não assistiu não sabe o que está perdendo!
Finados... Reflexões
Qual é o nosso tempo nesta passagem?
O que faremos nesta vida e o que levaremos dela?
Tenho problemas, como todo mortal, mas amo as escolhas que fiz profissionais, pessoais e os amigos que tenho... e isto tudo ajuda MUITO!
Hoje (ou melhor, ontem, afinal já passa da meia noite) passei um bom dia, entre queridos amigos, e há pouco li este texto que recebi de outra grande amiga, irmã-de-alma, e que deixo aqui para compartilhar com vocês.
Uma reflexão de finados... Apenas para estimulá-los a APROVEITAR A VIDA!
Carpe diem!
Aí vai:
Assim como qualquer mortal, eu também esquento a cabeça com questões de difícil praticidade. Teorizar é moleza, mas como agir do mesmo modo que essas supermulheres que a gente vê nas revistas e jornais, sempre bem resolvidas? Você acha que eu sei? Sei nada.
Eu também me desgasto com assuntos mundanos, aqueles que nos atormentam dia e noite: sinto ciúmes, me constranjo ao negar convites, às vezes me acho severa demais com minhas filhas, às vezes severa de menos, não consigo ser tão solícita quanto gostaria, me sinto desatualizada em relação a tanta coisa, não sei direito a direção para a qual conduzir minha vida, enfim, coisinhas que nos roubam algumas horas preciosas de sono.
Como eu não faço terapia e não posso perder nem um minuto precioso de sono, já que normalmente durmo pouco, resolvi procurar um método pessoal para relativizar meus pequenos grilos cotidianos. E encontrei um que pode parecer macabro, mas está funcionando. Quando estou muito preocupada com alguma coisa, penso: eu vou morrer.
Óbvio que vou morrer, todo mundo sabe que vai morrer um dia, mas a gente evita pensar nesse assunto desagradável. No entanto, tenho pensado na morte não como uma tragédia, mas como um recurso para desencanar dos problemas, e então a morte se torna, ulalá, um paliativo: daqui a 40 anos, mais ou menos, eu não vou estar mais aqui. O que são 40 anos? Um flash. Todas as minhas preocupações desaparecerão. Nada do que eu sinto ou penso permanecerá, ao menos não para mim mesma – o que as pessoas lembrarem de mim será de responsabilidade delas. Eu vou evaporar. Sumir. Escafeder-me. Então pra que me preocupar com bobabem?
Diante da morte, tudo é bobagem. Recapitulando os exemplos dados no segundo parágrafo: ciúmes? Ouvi bem: ciúmes? De quem, pra quê, se todos irão pra baixo da terra e ninguém sobreviverá pra cantar vitória? Aproveite os momentos que você tem hoje – hoje! – para desfrutar seus prazeres e não pense em perdas e ganhos, isso não existe, é pura ilusão.
Os filhos nos amam, mas fatalmente reclamarão de nós um dia, não importa o quão bacana fomos com eles. Ser 100% solícita é coisa pra Madre Tereza. Atualização pode ser importante para o trabalho, mas nem sempre para nosso bem-estar. E, finalmente, seja qual for a direção que você der à sua vida, o que importa é que ela seja satisfatória hoje (repito a palavra mágica – hoje!) porque daqui a pouco você e suas preocupações virarão poeira. Até Ivete Sangalo vai virar poeira.
Importantíssimo (me descuidei, deveria ter colocado esse último parágrafo lá no início, mas já que vou morrer, dane-se): se você tem menos de 40 anos, desconsidere todas as linhas dessa crônica. Leve seu nascimento a sério. Antes dos 40, ninguém vai morrer. Essa é a ordem natural do pensamento humano. Pague seus impostos, preocupe-se com a direção que sua vida está tomando, morra de ciúmes, dê-se o direito de todas as cenas passionais e irracionais que incrementam seu script: não se entregue ao fatalismo. Honre o primeiro ato dessa encenação chamada vida.
Porém, depois dos 40, apenas divirta-se e não perca tempo se preocupando com bobagens. Vai dar em nada.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Propaganda Internacional do Sitio do Picapau Amarelo
Achei este vídeo interessante.
Foi uma propaganda do Sítio do Picapau Amarelo, pela TV Globo International.
Para lembrar da criança que temos em nós e que, se Deus quiser, nunca deixaremos de lado.
Aproveite hoje: brinque, sorria... lembre-se de como é bom ser criança!
Feliz Dia das Crianças!
domingo, 11 de outubro de 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Receita da Dona Cacilda
Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução.domingo, 30 de agosto de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
Por que às vezes é tão difícil mudar paradigmas em nossas universidades?
Talvez porque, um dia, estas "certezas" nasceram assim...
sábado, 22 de agosto de 2009
Feridas Abertas. Uma reflexão para o fim-de-semana
Recebi esta mensagem de uma amiga e fiquei muito emocionada. Gostaria de colocá-la aqui acom a música de fundo, que também é linda e me emocionou ainda mais, porém só achei os slides.
Mesmo assim, quero compartilhá-la e pedir que pensemos um pouco sobre isto no nosso dia-a-dia. E que cada um aja como quiser, mas faça algo para mudar esta realidade...
Em setembro de 2008 o Jornal do Comércio publicou uma reportagem sobre a fome em Pernambuco e tornou conhecidos inúmeros "ninguéns"... Pessoas sem cidadania, atores de um cenário oculto, no palco da vida, sob o enredo da fome.
A reportagem foi motivada pelo centenário de Josué de Castro, médico que lutou contra a fome e a justiça social, autor do livro Geografia da Fome.
Quem quiser a mesagem com a música de fundo, posso enviar por email: mfirmida@gmail.com