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domingo, 25 de outubro de 2009

Governo federal criará 2 mil novas vagas de residência médica

O governo federal vai criar duas mil novas vagas de residência médica entre 2010 e 2011 para incentivar a formação de novos profissionais nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

As novas bolsas irão representar um investimento de mais de R$ 110 milhões ao ano e um crescimento de 120% nas matrículas oferecidas no País.

As vagas serão destinadas a áreas específicas da medicina em que hoje faltam profissionais. Entre elas, oncologia e geriatria.“

Serão criadas mil novas vagas em 2010 e outras mil em 2011. Quando todas estiverem efetivadas, passaremos de pouco mais de cinco mil matrículas em residências para 9.150. O total de formandos em Medicina no País, por ano, é de cerca de 10 mil”, explicou a secretária de ensino superior do Ministério da Educação (MEC), Maria Paula Dallari.

As vagas serão criadas em hospitais universitários, de ensino e em programas das secretarias estaduais e municipais de saúde, desde que essas instituições apresentem projetos. A prioridade absoluta será dada para programas naquelas em que há mais carência de médicos.

“O ministério tem um estudo mostrando que a residência é um dos fatores de fixação de médicos no interior do País”, afirmou Francisco de Campos, o secretário de Gestão de Trabalho e Educação na Saúde do Ministério da Saúde.

As informações são do Jornal da Tarde.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Mec discute avaliação para Residência Médica

O Ministério da Educação (MEC) discute novas diretrizes curriculares e formas de seleção e avaliação para as residências médicas, consideradas o melhor instrumento para a especialização dos profissionais de medicina. Entre as propostas está um exame único nacional para o acesso aos cursos, que cobraria um conteúdo comum dos alunos. As vagas de todas as residências das diferentes especialidades ficariam disponíveis em um banco de dados e o aluno poderia pleiteá-las segundo a nota alcançada.

Outra ideia em discussão é de um programa de avaliação na saída da residência, em parceria com as sociedades de especialidades médicas, que verificaria também se os alunos absorveram o conteúdo. O ministério avança nas discussões para, com algumas modificações nos cursos, dar às residências médicas o nível de mestrados profissionalizantes. “Mas para tudo isto acontecer, é preciso que as pessoas queiram, então vamos propor uma discussão ampla”, afirmou Roberto Padilha, secretário executivo da Comissão Nacional de Residência Médica, cargo de indicação do MEC.

Padilha defende, antes de tudo, diretrizes para que as residências ensinem conteúdos que atendam as necessidades da maioria da população. Ele deverá expor suas propostas nesta semana aos participantes do II Fórum de Especialidades Médicas, em Brasília. Segundo o médico, todas as medidas, já sugeridas para a Secretaria de Ensino Superior do MEC, dependerão ainda de aval da comissão e do grupo interministerial que discute a gestão do trabalho em saúde.

Durante evento em São Paulo que debateu o ensino médico, a reportagem ouviu participantes sobre a proposta em debate no MEC. Bráulio Luna Filho, coordenador de exames do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, destacou que acha inviável realizar uma prova nacional para residência, em razão das diferenças das instituições que atualmente fazem suas próprias provas.

Membro da diretoria da Associação Brasileira de Educação Médica, Milton Martins defende avaliações ao longo da graduação e que poderiam ter peso para o acesso à residência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.