Para evitar cola, escola na Austrália libera internet e iPod em provas
Uma escola de Sydney, na Austrália, resolveu abolir a cola nas provas, permitindo que os alunos buscassem informações durante os exames, por meio da internet, iPod ou telefones celulares. A idéia é preparar os alunos para a "vida real", em que eles poderão consultar diversas fontes de informação.
A Presbyterian Ladies' College está testando o modelo nas aulas de inglês, mas planeja utilizá-lo em outras matérias. Nas provas, os alunos podem usar a internet, ouvir podcasts em tocadores de MP3 ou ligar para um amigo ou parente pelo celular para tirar dúvidas sobre o conteúdo.
"No mercado de trabalho, eles não vão precisar uma quantidade enorme de informação na cabeça. O que eles precisam saber é acessar a informação de todas as suas fontes de maneira rápida e verificar a confiabilidade da informação", afirma a professora Dierdre Coleman, que coordena o projeto, ao jornal "Sydney Morning Herald".
Entretanto, não basta apenas copiar a informação. Nos exames, os alunos têm de citar as fontes dos dados, ou podem ser punidos por plágio.
Fonte: Publicidade da Folha Online, publicada em 21/08/2008 - 17h50
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
O papel do ensino à distância na educação médica continuada
Uma análise crítica. Artigo de 2003. UNIFESP
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Ministério lança ação de combate à tuberculose - 14/07/2008
Ministério lança ação de combate à tuberculose - 14/07/2008
Objetivo é promover o diagnóstico precoce e, com isso, garantir tratamento adequado e eficaz para a doença, que mata cinco mil pessoas por ano no Brasil
O Ministério da Saúde (MS) deu início ontem (13) à Campanha de Combate à Tuberculose. A ação incentivará o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, garantindo seu tratamento até a cura. A campanha educativa está em sintonia com o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), do ministério, que promove a contenção da doença no Brasil. Dentre os objetivos estão reduzir o abandono do tratamento para menos de 5%, detectar 70% dos casos estimados, curar 85% dos casos notificados, expandir a cobertura do tratamento supervisionado para os municípios prioritários, oferecer teste anti-HIV para 100% dos adultos com a tuberculose.
Para a campanha, que será veiculada até 26 de julho, o Ministério da Saúde produziu 300 mil cartazes e dois milhões de folders, além de divulgação em rádio e televisão em todo o país.
Toda a população brasileira tem direito ao diagnóstico e tratamento gratuitos no Sistema Único de Saúde (SUS). No Brasil, estimativas apontam que mais de 60 milhões de pessoas estejam infectadas pelo bacilo da tuberculose. Em 2005, foram registrados 80.603 casos novos da enfermidade que registra, em média, cinco mil óbitos por ano.
No Brasil e em outros 21 países em desenvolvimento, a tuberculose é um grande problema de saúde pública. Nesses países, encontram-se 80% dos casos mundiais da doença. Todos os anos são registrados mundialmente cerca de oito milhões de novos casos, com quase dois milhões de óbitos.
Cerca de um terço da população mundial está infectada com o Mycobacterium tuberculosis, com o risco de desenvolver a enfermidade. A tuberculose é uma doença associada às más condições de vida da população ou a outras condições de imunodeficiência, como é o caso da aids, com muitos casos identificados entre os mais pobres e os que estão à margem da sociedade como moradores de favelas, população de rua e carcerária.
PERSISTÊNCIA - O grande desafio de se combater a doença é levar o tratamento adiante. Ele é eficaz e não é difícil, mas exige um grau de persistência que muitos não têm ¿ o que justifica o abandono, uma das principais causas do fracasso no controle da tuberculose. Caso o tratamento seja abandonado antes do prazo, o bacilo desenvolve resistência à medicação e cria-se uma super bactéria.
É importante destacar que, ao iniciar o tratamento, em aproximadamente um mês, alguns pacientes já se sentem melhor e não sofrem mais com os sintomas da doença. A maioria dos casos de contágio ocorre em pacientes do sexo masculino e em idade produtiva, prejudicando ainda mais as condições de vida das famílias carentes, grandes vítimas da tuberculose.
Tuberculose no mundo
1/3 da população mundial está infectada pelo bacilo da tuberculose (100 milhões por ano)
9,2 milhões de doentes a cada ano (25 mil por dia), 700 mil co-infectados pelo HIV
1,7 milhão de mortes por ano (200 mil por tuberculose/HIV)
Uma morte a cada 15 segundos
Estima-se em aproximadamente 500 mil os casos de multidroga resistente (MDR) por ano, em 114 países de todos os continentes
80% dos casos em 22 países (o Brasil está em 16º nesse ranking)
Tuberculose no Brasil
80 mil casos notificados por ano
5 mil óbitos por ano
70% dos casos estão em 315 dos 5.570 municípios brasileiros
9ª causa de internações por doenças infecciosas
7ª causa em gastos com internação no SUS por doenças infecciosas
4ª causa de mortes por doenças infecciosas
Tendência de declínio
SAIBA MAIS
Objetivo é promover o diagnóstico precoce e, com isso, garantir tratamento adequado e eficaz para a doença, que mata cinco mil pessoas por ano no Brasil
O Ministério da Saúde (MS) deu início ontem (13) à Campanha de Combate à Tuberculose. A ação incentivará o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, garantindo seu tratamento até a cura. A campanha educativa está em sintonia com o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), do ministério, que promove a contenção da doença no Brasil. Dentre os objetivos estão reduzir o abandono do tratamento para menos de 5%, detectar 70% dos casos estimados, curar 85% dos casos notificados, expandir a cobertura do tratamento supervisionado para os municípios prioritários, oferecer teste anti-HIV para 100% dos adultos com a tuberculose.
Para a campanha, que será veiculada até 26 de julho, o Ministério da Saúde produziu 300 mil cartazes e dois milhões de folders, além de divulgação em rádio e televisão em todo o país.
Toda a população brasileira tem direito ao diagnóstico e tratamento gratuitos no Sistema Único de Saúde (SUS). No Brasil, estimativas apontam que mais de 60 milhões de pessoas estejam infectadas pelo bacilo da tuberculose. Em 2005, foram registrados 80.603 casos novos da enfermidade que registra, em média, cinco mil óbitos por ano.
No Brasil e em outros 21 países em desenvolvimento, a tuberculose é um grande problema de saúde pública. Nesses países, encontram-se 80% dos casos mundiais da doença. Todos os anos são registrados mundialmente cerca de oito milhões de novos casos, com quase dois milhões de óbitos.
Cerca de um terço da população mundial está infectada com o Mycobacterium tuberculosis, com o risco de desenvolver a enfermidade. A tuberculose é uma doença associada às más condições de vida da população ou a outras condições de imunodeficiência, como é o caso da aids, com muitos casos identificados entre os mais pobres e os que estão à margem da sociedade como moradores de favelas, população de rua e carcerária.
PERSISTÊNCIA - O grande desafio de se combater a doença é levar o tratamento adiante. Ele é eficaz e não é difícil, mas exige um grau de persistência que muitos não têm ¿ o que justifica o abandono, uma das principais causas do fracasso no controle da tuberculose. Caso o tratamento seja abandonado antes do prazo, o bacilo desenvolve resistência à medicação e cria-se uma super bactéria.
É importante destacar que, ao iniciar o tratamento, em aproximadamente um mês, alguns pacientes já se sentem melhor e não sofrem mais com os sintomas da doença. A maioria dos casos de contágio ocorre em pacientes do sexo masculino e em idade produtiva, prejudicando ainda mais as condições de vida das famílias carentes, grandes vítimas da tuberculose.
Tuberculose no mundo
1/3 da população mundial está infectada pelo bacilo da tuberculose (100 milhões por ano)
9,2 milhões de doentes a cada ano (25 mil por dia), 700 mil co-infectados pelo HIV
1,7 milhão de mortes por ano (200 mil por tuberculose/HIV)
Uma morte a cada 15 segundos
Estima-se em aproximadamente 500 mil os casos de multidroga resistente (MDR) por ano, em 114 países de todos os continentes
80% dos casos em 22 países (o Brasil está em 16º nesse ranking)
Tuberculose no Brasil
80 mil casos notificados por ano
5 mil óbitos por ano
70% dos casos estão em 315 dos 5.570 municípios brasileiros
9ª causa de internações por doenças infecciosas
7ª causa em gastos com internação no SUS por doenças infecciosas
4ª causa de mortes por doenças infecciosas
Tendência de declínio
SAIBA MAIS
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Sala de aula do futuro
Para quem nasceu em 1968, foi adolescente na década de 80, parece que MUITOS anos se passaram quando avaliamos a evolução tecnológica. Parece inacreditável que escutei vitrolinha portátil, vivi a chegada da televisão colorida... E agora, fala-se nesta sala de aula do futuro. Parece coisa dos Jetsons!!!!
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Pós-graduação à distância (SENAC)
Tecnologias na Aprendizagem
SENAC anuncia curso de pós-graduação lato sensu que visa preparar profissionais que atuam ou que desejam atuar na gestão e mediação de projetos educacionais em espaços formais, informais, não-formais, integrando o uso das tecnologias da informação e da comunicação aos processos de ensino e aprendizagem. Haverá 3 encontros presenciais (SP), aos sábados. O restante será à distância. Clique no link acima para mais informações.
sábado, 5 de julho de 2008
domingo, 29 de junho de 2008
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Para refletir... Sobre a Morte
Sobre a morte e o morrer
Rubem Alves
Rubem Alves
O que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define?
Já tive medo da morte. Hoje não tenho mais. O que sinto é uma enorme tristeza. Concordo com Mário Quintana: "Morrer, que me importa? (...) O diabo é deixar de viver." A vida é tão boa! Não quero ir embora...Eram 6h. Minha filha me acordou. Ela tinha três anos. Fez-me então a pergunta que eu nunca imaginara: "Papai, quando você morrer, você vai sentir saudades?". Emudeci. Não sabia o que dizer. Ela entendeu e veio em meu socorro: "Não chore, que eu vou te abraçar..." Ela, menina de três anos, sabia que a morte é onde mora a saudade.Cecília Meireles sentia algo parecido: "E eu fico a imaginar se depois de muito navegar a algum lugar enfim se chega... O que será, talvez, até mais triste. Nem barcas, nem gaivotas. Apenas sobre humanas companhias... Com que tristeza o horizonte avisto, aproximado e sem recurso. Que pena a vida ser só isto...” Da. Clara era uma velhinha de 95 anos, lá em Minas. Vivia uma religiosidade mansa, sem culpas ou medos. Na cama, cega, a filha lhe lia a Bíblia. De repente, ela fez um gesto, interrompendo a leitura. O que ela tinha a dizer era infinitamente mais importante. "Minha filha, sei que minha hora está chegando... Mas, que pena! A vida é tão boa...” Mas tenho muito medo do morrer. O morrer pode vir acompanhado de dores, humilhações, aparelhos e tubos enfiados no meu corpo, contra a minha vontade, sem que eu nada possa fazer, porque já não sou mais dono de mim mesmo; solidão, ninguém tem coragem ou palavras para, de mãos dadas comigo, falar sobre a minha morte, medo de que a passagem seja demorada. Bom seria se, depois de anunciada, ela acontecesse de forma mansa e sem dores, longe dos hospitais, em meio às pessoas que se ama, em meio a visões de beleza.Mas a medicina não entende. Um amigo contou-me dos últimos dias do seu pai, já bem velho. As dores eram terríveis. Era-lhe insuportável a visão do sofrimento do pai. Dirigiu-se, então, ao médico: "O senhor não poderia aumentar a dose dos analgésicos, para que meu pai não sofra?". O médico olhou-o com olhar severo e disse: "O senhor está sugerindo que eu pratique a eutanásia?".Há dores que fazem sentido, como as dores do parto: uma vida nova está nascendo. Mas há dores que não fazem sentido nenhum. Seu velho pai morreu sofrendo uma dor inútil. Qual foi o ganho humano? Que eu saiba, apenas a consciência apaziguada do médico, que dormiu em paz por haver feito aquilo que o costume mandava; costume a que freqüentemente se dá o nome de ética.Um outro velhinho querido, 92 anos, cego, surdo, todos os esfíncteres sem controle, numa cama -de repente um acontecimento feliz! O coração parou. Ah, com certeza fora o seu anjo da guarda, que assim punha um fim à sua miséria! Mas o médico, movido pelos automatismos costumeiros, apressou-se a cumprir seu dever: debruçou-se sobre o velhinho e o fez respirar de novo. Sofreu inutilmente por mais dois dias antes de tocar de novo o acorde final.Dir-me-ão que é dever dos médicos fazer todo o possível para que a vida continue. Eu também, da minha forma, luto pela vida. A literatura tem o poder de ressuscitar os mortos. Aprendi com Albert Schweitzer que a "reverência pela vida" é o supremo princípio ético do amor. Mas o que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define? O coração que continua a bater num corpo aparentemente morto? Ou serão os ziguezagues nos vídeos dos monitores, que indicam a presença de ondas cerebrais?Confesso que, na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais. A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia.Muitos dos chamados "recursos heróicos" para manter vivo um paciente são, do meu ponto de vista, uma violência ao princípio da "reverência pela vida". Porque, se os médicos dessem ouvidos ao pedido que a vida está fazendo, eles a ouviriam dizer: "Liberta-me".Comovi-me com o drama do jovem francês Vincent Humbert, de 22 anos, há três anos cego, surdo, mudo, tetraplégico, vítima de um acidente automobilístico. Comunicava-se por meio do único dedo que podia movimentar. E foi assim que escreveu um livro em que dizia: "Morri em 24 de setembro de 2000. Desde aquele dia, eu não vivo. Fazem-me viver. Para quem, para que, eu não sei...". Implorava que lhe dessem o direito de morrer. Como as autoridades, movidas pelo costume e pelas leis, se recusassem, sua mãe realizou seu desejo. A morte o libertou do sofrimento.Dizem as escrituras sagradas: "Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer". A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A "reverência pela vida" exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. Cheguei a sugerir uma nova especialidade médica, simétrica à obstetrícia: a "morienterapia", o cuidado com os que estão morrendo. A missão da morienterapia seria cuidar da vida que se prepara para partir. Cuidar para que ela seja mansa, sem dores e cercada de amigos, longe de UTIs. Já encontrei a padroeira para essa nova especialidade: a "Pietà" de Michelangelo, com o Cristo morto nos seus braços. Nos braços daquela mãe o morrer deixa de causar medo.
Texto publicado no jornal “Folha de São Paulo”, Caderno “Sinapse” do dia 12/10/03. fls 3.
Rubem Alves: tudo sobre o autor e sua obra em "Biografias".Visitem "A casa de Rubem Alves".
Universidade Aberta do SUS

Governo lança Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (SUS). Veja mais, no site do Ministério da Saúde.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Como sobreviver à semana de provas?
Você acha que é só aluno que sofre com estes dias? Então confira a matéria : http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=16064
Boa semana!
Boa semana!
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