terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Enxaqueca no País das Maravilhas?


Enxaqueca como fonte de inspiração


Lewis Carroll, autor de Alice no País das Maravilhas, recorreu à ficção para diminuir o sofrimento causado por suas fortes dores de cabeça

Enxaqueca, aquela dor de cabeça latejante que frequentemente é sentida em um lado só da cabeça (a hemicrania, de onde vem o termo migraine) é um problema comum. Só nos Estados Unidos afeta cerca de 28 milhões de pessoas, por isto que, em cerca da metade dos casos, o diagnóstico não é feito. Discute-se muito se a enxaqueca corresponde a um perfil psicológico característico. Comenta-se que essas pessoas em geral são perfeccionistas, com uma tendência a internalizar problemas e propensão ao stress. Muitos autores classifi cam essa afirmação como uma generalização temerária, mas um trabalho realizado na Universidade Philipps Marburg, na Alemanha, mostrou com números que a enxaqueca se acompanha de melancolia, desamparo e sentimento de culpa – ou seja, traços depressivos. Essas linhas são encontradas, também, com frequência entre escritores, muitos dos quais sofreram, ou teriam sofrido (às vezes o diagnóstico retrospectivo é difícil) de enxaqueca.

Alguns exemplos: Miguel de Cervantes, Virginia Woolf, e o próprio Sigmund Freud. Mas nenhum destes casos é tão famoso quanto o do escritor inglês Charles Lutwidge Dodgson (1832-1898), mais conhecido pelo pseudônimo de Lewis Carroll, autor dos famosos Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland) e Alice no País do Espelho (Through the Looking Glass and What Alice Found There). No caso dele o diagnóstico de enxaqueca é mais ou menos pacífico; a dor era intensa, a ponto de levá-lo a usar láudano – uma tintura de ópio –, mas nada indica que fosse dependente. Agora: qual a relação da enxaqueca com a literatura de Lewis Carroll, ou com a elaboração ficcional?

A resposta está numa palavra: aura. Este é o estado que antecede o ataque de enxaqueca, e que em geral se caracteriza por fenômenos visuais de tipo alucinatório, luzes, figuras, linhas móveis. O conhecido neurologista e escritor Oliver Sacks descreve assim seu primeiro ataque de enxaqueca, ocorrido na infância: “Eu estava brincando no jardim, quando uma luz brilhante, tão ofuscante como o sol, surgiu diante de mim, expandiu-se, formando um enorme semicírculo da terra para o céu, movendo-se em ziguezague. Eu estava aterrorizado. Foram os minutos mais longos de minha vida”.

Lewis Carroll registrou em diário suas alucinações visuais, que eram, como acontece na enxaqueca, seguidas de forte dor de cabeça. Por causa disso chegou a consultar um oftalmologista, que nada encontrou de errado em seus olhos, mas lhe recomendou ler menos (o que não é exatamente um bom conselho para um escritor). Por outro lado, situações alucinatórias não faltam nas aventuras de Alice. Ela aumenta ou diminuide tamanho, vê um gato sorridente que de repente fica reduzido só ao sorriso. Por causa disso usa-se a expressão “síndrome de Alice no país das maravilhas”, cunhada pelo médico inglês John Todd em 1954, para descrever as alucinações visuais que precedem a enxaqueca, e que podem ocorrer também sem dor de cabeça.

Virginia Woolf diz que “o idioma inglês, que pode expressar tão bem os pensamentos de Hamlet e a tragédia do rei Lear, não tem palavras adequadas para a enxaqueca. Se alguém tiver de descrever essa dor para o médico, logo constatará que as palavras lhe faltam”. Talvez tenham faltado também a Lewis Carroll; talvez por isso ele tenha recorrido a uma imaginosa fi cção. De seu sofrimento e de sua perplexidade brotou uma literatura que nos encanta e que até hoje inspira artistas. O excêntrico e imaginoso diretor americano Tim Burton acaba de concluir uma versão cinematográfica da obra, com Johnny Depp, Anne Hathaway e Helena Bonham Carter nos papéis principais. Pode ter sido uma dor de cabeça (ou enxaqueca?) adaptar um livro tão inusitado para as telas, mas certamente será para nós, espectadores, uma experiência no mínimo curiosa e talvez até arrebatadora.

Moacyr Scliar é médico, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras.

"Greenprint": software ecologicamente correto para auxiliar em impressões


Hoje, Gabriel dos Anjos divulgou no G1 uma interessante descoberta dele. Trata-se de um software chamado GreenPrint World muito interessante, que faz você economizar nas impressões e abraçar a causa "verde”.

E explica:

"O programa orienta o usuário a gastar menos papel na hora da impressão. Uma situação comum é sair aquela última página apenas com uma ou duas linhas e acabar indo pro lixo. Ou então, pior: ao imprimir no Excel, por exemplo, saem várias páginas com pedaços da sua planilha e nada se aproveita, seja porque esquecemos de ajustar a área de impressão ou de dar uma pré-visualizada pra ver como ia sair. Em resumo, desperdício atrás de desperdício!

E não só desperdício de papel, mas de tempo também. Agora imagine esses casos multiplicados diversas vezes por dia e em todo o mundo. Quando começamos a fazer as contas: tantas pessoas em casa mais tantas empresas com tantos funcionários... parecem assustadores os números de papéis jogados fora por inobservância de detalhes de configuração.

Então, para tentar dar um basta ou, ao menos, reduzir significativamente essa condição agressiva à natureza, o fabricante GreenPrint Technologies criou um software capaz de identificar essas situações desastrosas e corrigi-las. Com o GreenPrint World, esses casos corriqueiros tendem a ser coisa do passado. E a natureza agradece. "

Clique aqui para acessar a reportagem completa no G1.

domingo, 29 de novembro de 2009

Novos métodos de avaliação do uso de tecnologias na educação representam “passo adiante” e possibilitam ações mais integradas

Por Giulliana Bianconi

Florianópolis - A aplicação das novas tecnologias nos ambientes de ensino-aprendizagem ainda é um desafio para boa parte dos gestores educacionais e professores. Porém, o que se vê atualmente são exemplos de práticas inovadoras sendo multiplicadas e compartilhadas em diversos espaços: na web, em escolas e universidades, em encontros de educação, em secretarias (municipais e estaduais) etc. Os processos educacionais atrelados à tecnologia já ocupam lugar de destaque nos debates por haver consenso de que não se trata somente de uma tendência, mas sim de uma nova realidade.

Após o frisson da aderência às novas práticas educacionais, instituições e educadores que estão na dianteira desse processo começam a avançar para um outro momento: o do desenvolvimento de instrumentos de avaliações que têm, basicamente, duas finalidades: aferir a eficácia das inovações realizadas nos ambientes de aprendizagem e "medir" o quanto efetivamente os alunos conseguem absorver de conteúdo quando as aulas são realizadas em espaços virtuais.

No XX Simpósio Brasileiro de Informática na Educação, evento realizado em novembro, em Florianópolis, essas duas vertentes da avaliação foram contempladas, e especialistas do assunto revelaram o que há de novo e o que está por vir. (...)

Clique aqui para ler a reportagem completa no site do Intituto Claro.

Nesta reportagem comenta-se as vantagens do Amadeus, novo ambiente virtual de aprendizagem, sobre o Moodle, que é um dos ambientes mais conhecidos para educação a distância. Ambos são gratuitos.

sábado, 28 de novembro de 2009

E por falar em CUIDAR...

Segue como reflexão para o fim-de-semana.

Bom fim-de-semana a todos!

Incidência de infecção pelo HIV predomina entre mulheres

O Jornal O Globo divulgou ontem e hoje informações atualizadas sobre DST/AIDS, com base no Boletim Epidemiológico DST/AIDS 2009, recém divulgado pelo Ministério da Saúde.

Destaca-se o aumento da infecção pelo HIV em mulheres, principalmente entre adolescentes na faixa etária entre 13 e 19 anos e entre mulheres com relacionamentos estáveis.

A campanha de prevenção da AIDS para o Carnaval 2010 terá como foco principal a faixa etária de adolescentes.

O documentário "POSITIVAS", com depoimentos de mulheres que adquiriram HIV/AIDS de maridos ou companheiros estáveis, é bastante enriquecedor para entendermos um pouco sobre esta realidade. Por enquanto, vi apenas o trailer, que coloco aqui para divulgar.



No sexo masculino, o grupo mais atingido tem sido o de homossexuais.

Outro alerta muito importante é para a narrativa de muitas pessoas quanto ao despreparo dos médicos em lidar com a doença, desde o seu diagnóstico até a abordagem do paciente nas mais diversas situações. Certamente, o mesmo ocorre em outras categorias e em equipes de profissionais de saúde. Temos que reconhecer que é necessário nos prepararmos para CUIDAR melhor.

Hoje o Brasil é ótimo exemplo no tratamento a doença e muitas pessoas vivem bem se diagnosticadas precocemente e tratadas adequadamente. Há diferentes ofertas de cuidado a estas pessoas que vão muito além do tratamento medicamentoso, como trabalhos de inclusão social, grupos terapêuticos, entre outros.

Precisamos estar alertas e melhorar o preparo dos profissionais de saúde para lidar com este problema.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Idosos entram na era digital


Acho bastante interessante ver idosos em plena atividade.

Já está mais do que na hora da sociedade reconhecer que a vida do idoso não precisa se resumir em uma lista de doenças e remédios.

A era digital abre oportunidades para um novo espaço de convivência, para novos desafios e objetivos.

Fiquei feliz em ver há pouco a notícia publicada pela veja.com sobre curso gratuito para idosos promovido pela USP.

Se quiser, clique aqui para conferir.

O vídeo é bem interessante e emocionante.

domingo, 22 de novembro de 2009

Uma história fantástica de inteligência e perseverança.

Passei uns dias viajando e sem acesso a internet.
Às vezes até é bom...
Li algumas coisas bem interessantes, entre elas algumas reportagens do fascículo atual da revista Galileu, que eu curto bastante.
Esta história me comoveu e acho que traz inúmeras mensagens ao mesmo tempo.
Principalmente para pessoas envolvidas com escolas e educadores.
Por isto, resolvi compartilhá-la.
Boa semana para todos!
Estou de volta.
Mônica

O menino que domou o vento

Com dois livros de física elementar, um monte de lixo e a energia eólica, jovem abastece lâmpadas e celulares em sua vila no interior da África



Escondido entre Zâmbia,Tanzânia e Moçambique, o Malauí é um país rural com 15 milhões de habitantes. A três horas de carro da capital Lilongwe, a vila de Wimbe vê um garoto de 14 anos juntando entulho e madeira perto de casa. Até aí, novidade nenhuma para os moradores. A aparente brincadeira fica séria quando, dois meses depois, o menino ergue uma torre de cinco metros de altura. Roda de bicicleta, peças de trator e canos de plástico se conectam no alto da estrutura e, de repente, o vento gira as pás. Ele conecta um fio, e uma lâmpada é acesa. O menino acaba de criar eletricidade.

O menino e a importância de suas descobertas cresceram. William Kamkwamba, agora com 22 anos, já foi convidado para talk shows, deu palestras no Fórum Econômico Mundial, tem site oficial, uma autobiografia - The Boy Who Harnessed the Wind (O Menino que Domou o Vento, ainda inédito no Brasil) - e um documentário a caminho. O pontapé de tamanho sucesso se deve a uma junção de miséria, dedicação, senso de oportunidade e uma oferta generosa de lixo.

Uma seca terrível no ano 2000 deixou grande parte da população do Malauí em situação desesperadora. Com as colheitas reduzidas drasticamente, as pessoas começaram a passar fome. "Meus familiares e vizinhos foram forçados a cavar o chão pra achar raízes, cascas de banana ou qualquer outra coisa pra forrar o estômago", diz Kamkwamba. A miséria o impediu de continuar na escola, que exigia a taxa anual de US$ 80. Se seguisse a lógica que vitima muitos rapazes na mesma situação, o destino dele estava definido: "Se você não está na escola, vai virar um fazendeiro. E um fazendeiro não controla a própria vida; ele depende do sol e da chuva, do preço da semente e do fertilizante", diz Kamkwamba.

Para escapar dessa sentença, começou a frequentar uma biblioteca comunitária a 2 km de sua casa. No meio de três estantes com livros doados pelo Reino Unido, EUA, Zâmbia e Zimbábue, Kamkwamba encontrou obras de ciências. Em particular, duas de física. A primeira explicava como funcionam motores e geradores. "Eu não entendia inglês muito bem, então associava palavras e imagens e aprendi física básica." O outro livro se chamava Usando Energia, tinha moinhos na capa e afirmava que eles podiam bombear água e gerar eletricidade. "Bombear um poço significava irrigar, e meu pai podia ter duas colheitas por ano. Nunca mais passaríamos fome! Então decidi construir um daqueles moinhos."(...)

PARA LER NA ÍNTEGRA CLIQUE NESTE LINK PARA A FONTE: Revista GALILEU, edição 221, dez/2009.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Chuva demais, desgraça e leptospirose


Esta chuva que vem judiando de algumas áreas do Rio de Janeiro e do Brasil nos últimos dias ainda pode trazer outros problemas.

Diariamente, vemos tristes notícias de mais alagamentos, pessoas sem casa, sem roupas, sem comida, sem entes queridos...

Nós, profissionais e estudantes da saúde, precisamos estar atualizados para outro problema que muito em breve estará aparecendo diariamente em nossos atendimentos: a leptospirose.

Descobri hoje, um Manual de Leptospirose do Ministério da Saúde de 2009, no prelo. Clique no link para acessá-lo, em pdf.

A leptospirose é mais um enfrentamento urgentemente necessário. Depois de Dengue e Gripe A, estamos ficando preparados para combates imediatos.

E é bom nos prepararmos porque, em breve, a dengue estará de volta.

Espero que o material seja útil para os interessados.

domingo, 15 de novembro de 2009

Projeto internacional de prevenção de maus tratos contra bebês

O dia 19/9 é o Dia Mundial de Prevenção do Abuso Infantil.

Nesta data, em São Paulo, será lançado um projeto internacional de prevenção, educação e pesquisa sobre maus tratos contra bebês.

O projeto envolve a orientação de pais, educadores, profissionais de saúde, gestores, cuidadores e todos os interessados para a prevenção de maus tratos em bebês.

Trata-se de um projeto inédito, resultado da parceria de diversas entidades: Laboratório de Análise e Prevenção da Violência (LAPREV); Associação V.E.R.A. (São Carlos, SP); Centro de Estudos Integrados da Infância, Adolescência e Saúde (CEIIAS, Rio de Janeiro); Instituto Zero a Seis (São Paulo); Instituto Integral do Jovem (IIJ, Rio Grande do Sul), Grupo Especial de Interesse em Saúde da Criança e do Adolescente da Rede Universitária de Telemedicina (Rute); Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa (Portugal); e Hospital Infantil de Westmead (Austrália).

Mais informações em (http://www.woman.ch/).