domingo, 4 de julho de 2010

Não só os jalecos... As gravatas dos médicos também são vilãs!


Hospitais se preocupam com contaminação pela roupa dos médicos
(Deu no New York Times em 2008 e foi divulgado em português pelo G1, em 24/09/2008)

"Debate está rolando nos Estados Unidos e no Reino Unido. Preocupação com germes agora passa do esforço de lavar as mãos"

"Muitos hospitais aumentaram os esforços para enfatizar a importância dos médicos lavarem suas mãos. Mas e suas roupas?

Além das preocupações a respeito de infecções hospitalares e um número cada vez maior de bactérias resistentes a medicamentos, as vestimentas de médicos, enfermeiras e outros funcionários da saúde – usadas tanto dentro quanto fora do hospital – está atraindo mais atenção. Enquanto peritos em controle de infecções publicaram extensas pesquisas sobre os benefícios da lavagem de mãos e esterilização de equipamentos em hospitais, pouco se sabe sobre o papel que gravatas, jalecos, camisas e uniformes sujos desempenham na disseminação de bactérias. (...)

Mas enquanto alguns dados sugerem que as roupas dos médicos estão infestadas de germes, não há evidências de que os trajes tenham um papel efetivo na disseminação de infecções hospitalares. E alguns pesquisadores relatam que pacientes têm menos confiança em médicos vestidos de forma casual. Neste mês, o jornal médico BJU International citou a falta de dados no questionamento sobre a validade do novo código de vestimenta britânico.

Ainda assim, especialistas dizem que a ausência de evidências não significa que não haja riscos – significa apenas que não há pesquisas confiáveis. Diversos relatos sugerem que as roupas de funcionários do sistema de saúde podem ser um reservatório de germes perigosos.

Em 2004, um estudo do Centro Médico Hospitalar de Nova York no Queens comparou as gravatas de 40 médicos e estudantes de medicina com as de 10 guardas de segurança. Metade das gravatas usadas pelo primeiro grupo era um depósito de germes, em comparação a apenas uma em dez do segundo grupo. As gravatas dos médicos abrigavam diversos elementos patogênicos, incluindo os que pode levar a infecções por estafilococos ou pneumonia.

Outro estudo num hospital de Connecticut buscou avaliar o papel desempenhado elas roupas na disseminação de Estafilococos aureus resistente a meticilina, ou MRSA (da sigla em Inglês). O estudo descobriu que se um funcionário entrar numa sala onde o paciente tem MRSA, a bactéria passaria às suas roupas em cerca de 70% das vezes, mesmo se a pessoa nunca tocar o paciente. (...)"

Para ler a reportagem na íntegra clique no link acima, do G1.

Alguns trabalhos, para quem se interessar:

Microbial flora on doctors' white coats. BMJ 1991;303:1602-1604 (21 December)
Neck ties as vectors for nosocomial infection. Intensive Care Medicine 2000; 26(2): 250
Insights Into Nosocomial Infection and Environmental Contamination. Infect Med. 2009;26:82-83

Um comentário:

Carol disse...

Muito interessantes esses estudos! Triste é ver que muitos profissionais da saúde não tiram o jaleco nem nos rerstaurantes, veiculando assim muitas infecções.